Carreira: Ser receptivo às mudanças provocadas pela Indústria 4.0 é fundamental para garantir sucesso no futuro

Carreira: Ser receptivo às mudanças provocadas pela Indústria 4.0 é fundamental para garantir sucesso no futuro

“A automação dos processos nas organizações é irreversível, mas está longe de ser um risco para o mercado de trabalho. Os seres humanos sempre estarão na liderança dos processos das cadeias de produção em quaisquer setores da economia, seja de produtos ou serviços. Isso não vai mudar. A mudança está no fato de que o mercado já exige, e exigirá cada vez mais, habilidades e competências novas. Ser receptivo às mudanças provocadas pela indústria 4.0 é primordial para identificar oportunidades e se preparar para atendê-las”, garante Giovana Vieira, escritora e executiva de negócios.

Devido os avanços tecnológicos e os processos avançados de globalização, estamos passando por mudanças rápidas em praticamente todos os setores da economia. Essas transformações, naturalmente, estão provocando uma revolução no mercado de trabalho, de modo que muitos cargos e até mesmo muitas profissões que existem hoje deixarão de existir em um futuro muito próximo, conforme apontado por diversas pesquisas.

Este fato tem causado bastante desconforto e ansiedade não só em muitos profissionais já estabelecidos no mercado, mas também em estudantes universitários, que estão preocupados se a profissão para a qual estão estudando ainda existirá quando se formarem. A tensão se justifica. Mas, segundo Giovana Vieira, é preciso enxergar as mudanças com positividade e proatividade em vez de alarmismo.

Os processos de automação nas organizações, encabeçados pela inteligência artificial, machine learning, entre outros conceitos englobados no que hoje se define como indústria 4.0, que seria a quarta grande revolução industrial, de fato vão eliminar na próxima década diversas atividades que existem hoje. Mas, de acordo com a executiva, não se deve sofrer por isso. Na verdade, surgirão muitas novas oportunidades. “O segredo é saber identifica-las e estar preparado para aproveitá-las”.

Para identificar e aproveitar as novas oportunidades que surgirão com a indústria 4.0, argumenta a executiva, é necessário se libertar do pessimismo em relação às inevitáveis mudanças. “Cultivar o otimismo, estar aberto às mudanças e ser resiliente são elementos fundamentais para sermos proativos e aproveitarmos o oceano de novas oportunidades que, sem dúvida, surgirão nos próximos anos”, defende Giovana.

Na indústria 4.0, as empresas buscam melhorar a produtividade, reduzir custos e, ao mesmo tempo, oferecer produtos e serviços com mais qualidade e preços competitivos. Para atingir este objetivo que se recorre à automação dos processos. Na prática, para atender as demandas das empresas, os profissionais precisam estar cada vez mais qualificados. “Neste cenário, os colaboradores precisam estar atentos para desenvolver as habilidades e competências necessárias, de modo a estarem tecnicamente preparados”.

O desafio que se impõem aos profissionais e estudantes hoje, diz Giovana Vieira, não é um colapso no mercado de trabalho devido ao uso da tecnologia, mas sim a habilidade de analisar o mercado, prever as habilidades e competências que serão exigidas e se capacitar para atendê-las.

A transição para a indústria 4.0 exigirá profissionais muito mais preparados. Neste sentido, é necessário um esforço conjunto das organizações e das instituições de ensino para elaborar um plano sólido para que os colaboradores desenvolvam conhecimentos técnicos e tecnológicos adequados à realidade do futuro, além de competências sociais, tais como flexibilidade, espírito de cooperação e criatividade.

“Mas a eficácia destes esforços depende de os profissionais e estudantes se manterem otimistas e receptivos às mudanças do mercado de trabalho. O futuro tanto das organizações quanto das carreiras profissionais de cada colaborador individualmente depende de esforços conjuntos para superar a ansiedade quanto ao futuro e promover a preparação e espírito resiliente que a indústria 4.0 exige”, conclui Giovana Vieira.

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